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Por que não devo receber a Eucaristia?

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sábado, 25 de abril de 2015

Por que não devo receber a Eucaristia?


Imagem retirada da Internet
Primeiramente é preciso entender que no Evangelho de Mateus 19:3-9 -...Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram-lhe: "É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo?" Ele respondeu: "Vocês não leram que, no princípio, o Criador 'os fez homem e mulher' e disse: 'Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne'? Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu ninguém separe". Perguntaram eles: "Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora?" Jesus respondeu: "Moisés permitiu que vocês se divorciassem de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio. Eu digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério".

Neste Evangelho encontramos Jesus instituindo o casamento como matrimônio, sacramento. E aí se estabelece a Indissolubilidade do Matrimônio. Porém todo aquele que constituiu o sacramento do Matrimônio e se separou e agora está em uma segunda união está vivendo o pecado do adultério de maneira costumas... Pois não pode se arrepender e nem prometer que não irá mais pecar na hora da confissão. O padre fica impedido de absolver desse pecado e nós por consequência, de ir à comunhão e tudo que está ligada a ela. Não é a Igreja que nega, é consequência das nossas próprias escolhas e temos que ser responsáveis por elas. Ninguém tem que julgar o porquê de uma separação... Ninguém tem que apontar um casal em segunda união como se fossem errados... Mas estes casais também precisam entender que existem direitos e deveres e não é só na Igreja... Amor é uma coisa que me transporta para o outro, precisamos pensar nas famílias do mundo antes de pensar só na nossa conveniência. Em qualquer grupo a que pertencemos temos que obedecer e fazer nossa parte.

A “Familiares Consórtio 84” diz claramente que os casais em segunda união pertencem a Igreja... porém vivamos nosso batismo, vamos cumprir nossa missão e Cristo pertence a tudo isso... Sem tirar em nada a grande importância da comunhão... precisamos entender que Cristo está também nas pessoas, nas nossas atitudes e principalmente no nosso testemunho de batizados.
Se lermos os documentos da Igreja com atenção veremos que não há nada na Igreja que nos renegue... Ninguém está dizendo que não “pode” comungar, mas é uma questão de obediência e testemunho. O Que está em jogo não é a nossa condição familiar que Deus acolhe com misericórdia e nos ama incondicionalmente, mas sim o futuro de todas as famílias... se somos verdadeiramente cristãos devemos conhecer melhor a vontade de Deus e o que diz nossa Igreja... Pois não somos os únicos que precisamos de ajuda e comungar sem estar em estado de graça é comungar nossa própria condenação, E S. Paulo, na sua epístola aos Coríntios (11, 23 - 30): "Eu recebi do Senhor... que, na noite em que foi traído, tomou o pão. E tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o meu corpo que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Esta é a nova aliança no meu sangue, fazei isto, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo... Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para si mesmo sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem (o sono da morte)" (I Cor 11, 23 - 30). 

Sem contar que podemos fazer nossa comunhão espiritual e como disse nessa publicação dar nosso testemunho de cristão onde formos... Porém meios de salvação não falta e a Igreja nos acolhe de braços abertos, se alguns homens ignoram a vontade de Deus é particular deles, não é vontade da Igreja, Ela não quer que ninguém fique a margem... Mas também podemos buscar Cristo em outros lugares, como a comunhão da Palavra, a comunhão espiritual, a adoração, caridade, serviço, justiça, educação dos filhos na fé, visitas ao Santíssimo e testemunhar a favor da indissolubilidade do Sacramento do Matrimônio para o bem comum da Família Cristã, pois sei que Cristo está presente na minha vida e também na minha família. Não foi o homem que inventou... Jesus amava e acolhia, mas também ensinava. Deus é pai e a Igreja é mãe... Acolhe, ama e educa!


Angela Del Rey   25/04/2015

2 comentários:

semeandopaz disse...

Lindo testemunho de fé e obediência. Deus os abençoe!

Daiana Alves disse...

Muito coerente e humilde o seu testemunho.Que ninguém julgue um casal de segunda união e que estes entendam o que a Igreja ensina.